Para a família
Como ajudar um familiar que não escuta bem?
Resposta rápida: Comece por uma conversa tranquila, sem cobrança, sobre as situações do dia a dia em que a pessoa sente dificuldade. Depois, proponha uma avaliação auditiva com fonoaudiólogo e ofereça ir junto. Só o exame mostra como está a audição.
Muitas vezes quem percebe primeiro é a família. É o filho que nota a TV cada vez mais alta, a esposa que repete a mesma frase três vezes, o neto que desiste de contar uma história porque o avô não acompanha. A pessoa, por outro lado, pode achar que está tudo bem ou que “os outros falam baixo”.
Quais situações costumam chamar a atenção da família?
Algumas situações aparecem com frequência antes de alguém procurar uma avaliação:
- a TV ou o celular sempre no volume alto;
- pedir para repetir o que foi dito, principalmente em grupo;
- dificuldade para acompanhar conversas em restaurante, festa ou igreja;
- não ouvir quando é chamado de outro cômodo;
- evitar telefonemas ou encontros com muitas pessoas.
Essas situações não são um diagnóstico. Elas são um bom motivo para fazer uma avaliação auditiva, que é o exame que mostra como está a audição.
Como puxar o assunto sem constranger?
A forma de falar faz diferença. Algumas ideias que costumam ajudar:
- Escolha um momento calmo, a sós, sem barulho em volta. Não comece a conversa no meio de uma discussão sobre o volume da TV.
- Fale de situações, não de defeitos. Em vez de “você está surdo”, diga “percebi que no almoço de domingo você ficou de fora da conversa”.
- Mostre que você quer a pessoa por perto. O objetivo é ela participar mais das conversas, e não “consertar” alguém.
- Escute. Pergunte onde ela sente mais dificuldade. Muitas pessoas já perceberam, mas têm receio de falar.
- Não force. Se a resposta for “agora não”, volte ao assunto outro dia.
Por que muitas pessoas adiam a avaliação?
É comum ter receio de descobrir que precisa de aparelho, de achar que o aparelho aparece muito ou de imaginar que é caro. Vale saber que:
- a avaliação não gera obrigação de investimento;
- existem aparelhos pequenos, que ficam atrás da orelha com um fio fino, e modelos que ficam dentro do ouvido e quase não aparecem;
- o valor depende da tecnologia indicada, e há formas de parcelar.
Como funciona a avaliação auditiva na Quero Ouvir?
A avaliação é feita por um fonoaudiólogo, com audiometria e explicação do resultado, sem obrigação de investir no tratamento com aparelho auditivo. Não é necessário pedido médico, e o acompanhante é bem-vindo. Você mesmo pode agendar pelo WhatsApp e ir junto.
- Você agenda pela pessoa e escolhe a unidade.
- Na consulta, o fonoaudiólogo conversa sobre a rotina dela.
- Ele faz a audiometria e explica o resultado para os dois.
- Se houver indicação, vocês conhecem os aparelhos, que podem ser testados por 7 dias.
Depois da avaliação, como a família pode ajudar?
Se o fonoaudiólogo indicar o aparelho, a adaptação leva algumas semanas. O apoio da família ajuda bastante: lembrar de usar o aparelho todos os dias, ter paciência no começo e voltar à unidade para os ajustes. Na Quero Ouvir, o acompanhamento é vitalício e sem custo.
Enquanto isso, algumas atitudes já ajudam na conversa: fale de frente para a pessoa, sem cobrir a boca, num ritmo tranquilo, e diminua o barulho de fundo, como a TV ligada.